sábado, 23 de outubro de 2010

A VIDA É UM ECO...



A vida é um eco. Se você não está gostando do que está recebendo,
observe o que está emitindo.
Existe um lixo emocional.
Ele é produzido nas usinas de nosso pensamento, enquanto crescemos
interiormente.
São emoções que passaram por nossa vida e nos ajudaram, mas que não têm
mais utilidade.
São sentimentos que foram importantes no passado, não no presente.
São recordações de dor que nos amadureceram e que agora não servem para
nada.
Não podemos carregar este lixo.
Ele foi feito para ser jogado fora.
E, no entanto, apegados aos nossos sentimentos antigos, ficamos com pena
de deixá-los. Enchemos nosso porão espiritual com uma quantidade imensa
de memórias inúteis, que ofuscam as lembranças importantes.
Não procure sentir coisas que você não está sentindo mais.
Não procure ser como você era.
Você está mudando.
Permita que seus sentimentos o acompanhem.

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O IRMÃO DE ASSIS:


ORAÇÃO :

Glorioso São Francisco, Santo da simplicidade, do amor e da alegria. No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus. Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade. Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais. Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa intercessão, vós que sempre fostes tão amigo dele. E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados. São Francisco de Assis, rogai por nós. Amém.

ORAÇÃO DA PAZ: 

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.


BIOGRAFIA:

São Francisco nasceu em 1181/1182 em Assis na Itália, foi batizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai Petri di Bernardone era comerciante e viajava muito a França, mudou o nome do filho em homenagem ao local que fazia bons negócios. 

Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres se refugiam em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano até o ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara. 

Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, se dedica a dar esmolas e oferece até suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, lhe dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo". 

Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco, nas ruínas da da igraja São Damião recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro. 

Seu pai, envergonhado do novo gênero de vida adotado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..." 

A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana, cresce o número de companheiros, 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas diretrizes principais eram pobreza e humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem. 

No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho. 

A Ordem Francisca cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco se demite da direção da Ordem. 

Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até hoje. 



Em 1224 no dia 17 de setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo, este fato ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades. 

Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado. 

Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis. 

São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.

Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais.

domingo, 19 de setembro de 2010

PROTEÇÃO ENERGÉTICA:

“A doença, embora aparentemente cruel, nos ajuda a aprender as lições que precisamos saber. A doença não é punição. Existe para nos mostrar uma lição, e nunca será erradicada até que ela seja aprendida. Seu objetivo é trazer de volta o estado original de harmonia entre a personalidade e a alma. O fato de que um indivíduo ainda tenha vida indica que há esperança.’’ (Dr Edward Bach)

Todos nós sabemos as energias negativas é uma das maiores preocupações do ser humano. Procurar fugir delas é besteira. Ela nos alcança em qualquer lugar do planeta. Mas, podemos nos defender, começando a tomar uma série de atitudes e providências.

Abaixo segue seis dicas para começar a combatê-las.

1. NÃO TEMER NINGUÉM

Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques.

Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais; temer significa falta de fé. O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.

2. NÃO SINTA CULPA

Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer
com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido.. Sustente as suas vitórias sempre!

3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA

Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Em vez de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem? Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.

4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO

A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é Auto-Obsessão.A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo. Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos. Auto-Obsessão significa não se gostar, não se apoiar, se autoboicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós. Auto-obsediar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros.Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo sua força pessoal e abrem as portas para toda sorte de pessoas dominadoras e energias de baixo nível. A força interior é nossa maior defesa.

5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS

As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar a incompatibilidade com as forças do mal. Lembrem-se: energias incompatíveis não se misturam.

6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS

As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a mente e o coração. Mantenha ambos sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos, e fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas. Evite lugares densos e de baixo nível. Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida. O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas e passatempos de baixo nível.

Texto: Helenice Costa Botogoske.

sábado, 18 de setembro de 2010

EU, DOMADOR DE MIM:

CONTRA QUEM LUTAMOS...

Um ermitão, uma destas pessoas que por amor a Deus se refugiam na solidão do deserto, do bosque ou das montanhas para dedicar-se somente à oração e à penitência, muitas vezes reclamava que tinha muito que fazer.

Lhe perguntaram como era possível que em sua solidão tivesse tanto trabalho.

- Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e sujeitar um leão.

- Não vemos nenhum animal perto do local onde vives.
Onde estão estes animais?

O ermitão então explicou:
- Estes animais todos os homens têm, vocês também...

Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau.
Tenho que domá-los para que só se fixem sobre uma boa presa.

São meus olhos.

As duas águias ferem e destroçam com suas garras.
Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir.

São minhas mãos.

Os dois coelhos querem ir onde lhes agrada, fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades.
Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável.

São meus pés.

O mais difícil é vigiar a serpente, apesar dela estar presa numa jaula de 32 barras.
Está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam, mal se abre a jaula. Se não a vigio de perto, causa danos.

É minha língua.

O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações.
Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia.

É meu corpo.

Finalmente, preciso domar o leão.
Quer ser o rei, o mais importante; é vaidoso e orgulhoso.

É meu coração.

Portanto, há muito que fazer...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A ORIGEM DO TRIGO:

A TEOSOFIA E O PÃO NOSSO DE CADA DIA.

Texto de: Cláudio Azevedo.

A Filosofia Esotérica afirma que o Trigo veio de Vênus; a uma Lenda Indígena diz o mesmo sobre a Agricultura e os Cereais.

As diversas fontes científicas disponíveis neste início de século 21 parecem concordar com a ideia de que o trigo nunca foi encontrado como planta nativa de algum país do nosso planeta, e que o seu uso agrícola se confunde com a origem da civilização humana, cuja memória histórica não vai muito além de 6 mil anos atrás. Pesquisas científicas admitem que o material genético das várias espécies do trigo é bastante complexo, se comparado com a maior parte das espécies de plantas. Também se constata que com o tempo surgiram cruzamentos do trigo com outras espécies de plantas gramíneas. Daí, provavelmente, a sua diversidade atual. Não há, em enciclopédias ou estudos conhecidos, uma informação que diga: “o trigo é natural de tal lugar ou país”.

Mesmo nos registros mais antigos, o trigo já aparece como uma espécie vegetal “domesticada” e não como um “mato nativo”. Ele parece ter sido sempre um resultado da agricultura. Esta planta herbácea, da família das gramíneas, está presente nas lendas de quase todas as religiões, e elas lhe atribuem uma origem divina. Os fenícios agradecem pelo trigo às suas divindades; os hindus dão grãos a Brahma. Para os gregos antigos, o trigo é um presente de Demeter, a deusa da agricultura, e para os romanos se trata de um presente da deusa Ceres: de “Ceres” vem o nome “cereal”. Os muçulmanos e cristãos também afirmam que a origem do trigo é celeste.

A filosofia esotérica tem uma explicação mais detalhada para a origem divina do trigo. A obra “A Doutrina Secreta”, de H.P.B. , foi escrita com base nos registros esotéricos da evolução do nosso planeta, que estão sob a guarda de sábios do Oriente. Referindo-se a um momento decisivo da evolução terrestre e humana, esta obra clássica afirma o seguinte:

“Frutos e grãos até então desconhecidos na Terra foram trazidos de outros Lokas [Esferas] pelos ‘Senhores da Sabedoria’, em benefício daqueles que governavam.” [1]

A passagem diz respeito a Vênus, porque é de lá que vieram os “Senhores da Sabedoria”. Pouco mais adiante, HPB menciona o fato de que o trigo jamais foi encontrado em estado silvestre em nosso planeta, e acrescenta:

“Podem encontrar-se as formas primitivas de todos os demais cereais, em várias espécies de ervas silvestres: o trigo, porém, tem desafiado até agora os esforços dos botânicos para descobrir-lhe a origem. E não esqueçamos, neste particular, quão sagrado era este cereal entre os sacerdotes egípcios; o trigo era colocado até mesmo junto de suas múmias, em cujos ataúdes foi encontrado milhares de anos depois.” [2] HPB lembra que, no livro egípcio dos mortos, vemos a deusa Ísis afirmar, seguindo a mesma linha das tradições de outros povos:

“Eu fui a primeira a revelar aos mortais os mistérios do trigo e dos cereais…”

H.P.B. também menciona o fato de que, segundo o I-Ching chinês, a agricultura surgiu graças “às instruções dadas aos homens pelos espíritos celestes”. [3]

Deste modo, podemos perceber facilmente um fato básico. Quando o cristianismo usa o pão em seus rituais, está adotando na realidade uma antiga tradição pagã, segundo a qual o trigo tem origem divina e extra-terrestre. Os vários mitos ocidentais e mais especificamente “A Doutrina Secreta” são confirmados também pela mitologia dos índios brasileiros Carajás.

Houve um tempo – diz uma lenda – em que a nação dos Carajás não sabia fazer roça, nem plantar o milho cururu, nem ananás, nem mandioca. A nação só vivia de frutas do mato, dos bichos terrestres que matava e de peixe. Naquela época, conta-se que um casal vivia com suas duas filhas.

Durante um certo anoitecer estrelado, a filha mais velha do casal olhou para Tahina-Can – Vênus, a “grande estrela” – e desejou fortemente viver com o planeta. Diante disso, o pai da moça riu. Ele disse que ninguém poderia alcançar Tahina-Can. A estrela vespertina estava muito longe.

O significado da passagem é que a humanidade olha para o alto em busca de ajuda em sua evolução. Ela aspira a algo maior, mas, inicialmente, a ajuda parece impossível.

À noite, quando todos dormiam, um velho de idade avançada surgiu e apresentou-se à moça. Disse que era Tahina-Can, Vênus, e perguntou a ela se queria casar com ele. Surpresa, ela disse que não. “Você é velho e feio”, explicou.

A velhice simboliza a sabedoria. A forma externa decepcionante serviu para testar o discernimento da discípula e saber se ela podia ir além das aparências. A humanidade de Vênus é mais velha e mais sábia que a humanidade terrestre. Porém, em geral, quando a ajuda do alto finalmente vem para os humanos, os mesmos que a pediram nem sempre estão dispostos a aceitá-la, porque ela não corresponde às expectativas criadas desde o ponto de vista da rotina e da ignorância. Neste caso específico, a ajuda vinda de Vênus pode ter sido rejeitada pelas sub-raças mais antigas da terceira raça-raiz, simbolizadas, na lenda, pela irmã mais velha.

Diante da reação da jovem, Tahina-Can começou a chorar. O choro de seres divinos simboliza não só a compaixão universal, mas também a irrigação, a purificação, a renovação da vida.

Denakê, a filha mais moça do casal, tinha um coração especialmente bondoso. Ela compadeceu-se do velhinho e disse que se casaria com ele. E ficaram juntos.

A bondade de coração abre as portas da sabedoria. O casamento entre o velho de Vênus e a filha mais moça do casal terrestre simboliza também a união alquímica entre eu superior – velho porque imortal – e o eu inferior, que é novo porque, sendo mortal, nasce outra vez a cada encarnação.

No dia seguinte, cedo pela manhã, o velho Tahina-Can, Vênus, foi trabalhar. Ele colheu sementes em um rio e criou a agricultura. Ele deu ao povo da terra os grãos e os cereais. E passou a usar um corpo físico jovem, adaptado ao processo terrestre. Assim se renovou o processo vital do nosso planeta. [4]

Esta tradicional lenda Carajá, do rio Araguaia, é mais uma validação no plano mitológico da afirmativa feita em “A Doutrina Secreta”, de que os sábios do planeta Vênus estão ligados à invenção da agricultura e ao começo do uso do trigo em nosso planeta.

Tais sábios deram vários tipos de apoio à evolução humana. Eles trouxeram ao nosso planeta o fogo da consciência, o princípio mental que nos faltava. Quando olhamos Vênus a cada anoitecer, ou quando comemos um pedaço de pão, vale a pena, portanto, lembrar que a evolução terrestre não é um processo isolado. Nosso ecossistema – nosso ambiente natural mais imediato – é o sistema solar.

NOTAS:

[1] Ver “A Doutrina Secreta”, de Helena Blavatsky, Ed. Pensamento, SP, volume III, p. 391. Na edição original em inglês “The Secret Doctrine”, de HPB, Theosophy Co., Los Angeles, ver volume dois, p. 373.

[2] “A Doutrina Secreta”, obra citada, volume III, p. 392.

[3] “A Doutrina Secreta”, obra citada, volume III, p. 393.

[4] “Lendas do Índio Brasileiro”, organização de Alberto da Costa e Silva, terceira edição, Ediouro, RJ, 300 pp., ver pp. 293-296.

Fonte:

http://blog.opovo.com.br

domingo, 15 de agosto de 2010

A PEDRA DO GUARDIÃO.



A princípio, apenas uma pedra; até que a luz do sol revele algo mais.

Balneário Camboriú - SC

Foto: Kika


Um Índio...
(Composição: Caetano Veloso)

Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio.


PAYÊ SUMAN - O GUARDIÃO DO BRASIL.


Suman, Sumé, Zumé, Pay Sumé, Pay Tumé... é o nome de uma antiga entidade da mitologia dos povos Tupis, Guaranis. Sua descrição variava de tribo para tribo. Teria estado entre os índios antes da chegada dos portugueses e que lhes havia transmitido uma série de conhecimentos. Além disso, seria o responsável pela introdução de alguns elementos básicos da alimentação indígena como a mandioca, o mate e a batata doce.


Os colonizadores católicos criaram o mito de que caracterizaria-se pela figura de um homem branco e barbado, que seria São Tomé. Os padres jesuítas associam esta figura ao apóstolo que é bastante conhecido por suas pregações ao redor do mundo, tendo visitado Ásia e América propagando a "boa nova". O apóstolo teria atingido as Índias Ocidentais seguindo a velha rota do cedro além-mar, praticada pelos cartaginenses (descendentes dos fenícios). Sua missão apostólica, conforme cita Patrick Lobdell (integrante da antiga missão chefiada pelo legendário coronel Fawcett), teria começado na cidade que hoje é conhecida como Tutóia (no Maranhão, uma antiga feitoria fenícia), tendo depois partido para a costa sul do Brasil, e depois para o sertão do país.

Para os índios, quando Sumé foi embora, deixou uma série de rastros escritos em pedra. Tais desenhos são considerados, pela ciência, desenhos de povos pré-indígenas.

Uma antiga trilha indígena chamada de Peabiru (caminho do sol) e situada na Paraíba, é conhecida por ter sido aberta por Sumé. Ainda há relatos de que Sumé percorreu todo território brasileiro, findando sua trajetória na Serra do Mar.

A existência de tal mito ao longo de uma grande extensão da América do Sul (do Peru ao Paraguai) o torna ainda mais curioso (Wikipedia).

Pai Sumé ou Suman é considerado o protetor da terra do Brasil. Este ensinamento tradicional é conservado por alguns pajés indígenas e caboclos. No Brasil existem dois tipos básicos de Pajelança (Xamanismo Brasileiro): a Indígena e a Cabocla.

A Indígena é a tradicional e milenar arte do pajé e não possui elementos “brancos”. A Cabocla é derivada da anterior e adotou elementos não indígenas das religiões cristãs e africanas. Ambas tradições são um tesouro espiritual para todo o brasileiro. Para o sábio da floresta a Natureza é viva e tem alma.

A Mãe Terra respira, canta e sente dor. Os bichos tem sua inteligência e parte invisível. Tudo tem uma hierarquia e nada fica solto sem nome ou lei. Portanto, cada coisa tem o seu lugar e uma ordem. Montanhas, rios, grutas, florestas e todos os viventes possuem um guardião. Ele é o responsável pela harmonia local e deve responder ao seu superior. Desta maneira, cada elemento da Natureza está entrelaçado com o outro. O guardião da mata fala com o guardião da terra que fala com o guardião do lugar (país, continente, etc.). Pai Sumé é o responsável pelo que chamamos de Brasil, que não tem a mesma geografia que nós “caras pálidas” criamos através de intrigas, guerras e conquistas. Ele zela por estas terras e criaturas que aqui nascem vivem e morrem. Quando as coisas ficam muito complicadas cá embaixo, Pai Sumé se manifesta em carne e osso para por ordem na casa. Creio que ele já deve estar se preparando para mais uma encarnação!

A tradição conta que muito tempo atrás, quando os brancos não tinham ainda chegado por aqui, Pai Sumé se manifestou, andou, comeu e ensinou entre os nativos. Neste tempo, dizem os pajés, os indígenas haviam esquecido as tradições mais antigas e viviam segundo seus caprichos. Uns brigavam com os outros e cobiçavam as mulheres de seus parentes. Não conheciam a plantação da mandioca, o segredo das plantas sagradas para falar com os espíritos, a fabricação das canoas e a linguagem das estrelas. Os mais velhos não se lembravam de sua origem e não conseguiam mais contar as histórias de seus ancestrais. A vida estava um caos. Pai Sumé, chamado também de Tonapa, tomou um corpo de homem muito alvo e apareceu no mundo. Quem morava perto do mar viu Sumé chegando pelas ondas... Ele entrou pela aldeia e começou a ensinar. Ficou um tempo e quando tudo retornou à ordem natural foi embora. Ele fez isso em cada aldeia desta terra e foi visto também nos Andes e na Patagônia. Em cada lugar deixou marcas de sua passagem, como impressões de seus pés, mãos e estranhas inscrições nas pedras dos montes, praias e itapébas (lajes).

Em Santos (SP), muito antigamente, existia uma fonte chamada São Tomé (Sumé foi sincretizado com o apóstolo São Tomé) que ficava no cruzamento das avenidas Bernardino de Campos e Floriano Peixoto de hoje. Na laje da fonte natural se encontrava uma marca do pé de Pai Sumé. Depois que o sábio Pai restabeleceu a tradição perdida, ele voltou ao Toryba (Paraíso Celestial) de onde continua vigiando. Certos pajés amazônicos contam que ele escondeu alguns segredos no Norte do país.

Pai Sumé teria escrito certos símbolos em pedras e as deixou numa espécie de cova no Acre. As inscrições contêm o destino do Brasil e a verdadeira origem dos primeiros habitantes. Alguns pajés conhecem o caminho da cova e zelam pelo lugar (Ras Adeagbo).

FONTE:

BLOG PAY SUMAN

CAMINHOS DE PAYE SUMAN:

Os Peabirus (na língua tupi, "pe" – caminho; "abiru" - gramado amassado) são antigos caminhos, utilizados pelos indígenas sul-americanos desde muito antes do descobrimento pelos europeus, ligando o litoral ao interior do continente. A designação Caminho do Peabiru foi empregada pela primeira vez pelo jesuíta Pedro Lozano em sua obra "História da Conquista do Paraguai, Rio da Prata e Tucumán", no início do século XVIII.

O principal destes caminhos, denominado como Caminho do Peabiru, constituía-se numa via que ligava os Andes ao Oceano Atlântico, mais precisamente Cusco, no Peru, à altura do litoral da Capitania de São Vicente (atual estado de São Paulo), estendendo-se por cerca de três mil quilômetros, atravessando os territórios dos atuais Peru, Bolívia, Paraguai e Brasil.

Em território brasileiro, um de seus troços ou ramais era a chamada Trilha dos Tupiniquins, no litoral de São Vicente; outro partia de Cananéia; troços adicionais partiam do litoral dos atuais estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Em 1524, o náufrago português Aleixo Garcia, numa expedição integrada por dois mil indígenas Carijós, partindo da ilha de Santa Catarina ("Meiembipe"), percorreu essa via para saquear ouro, prata e estanho, tendo atingido o território do Peru, no Império Inca, nove anos antes da invasão espanhola dos Andes em 1533.

Outros relatos dão conta de que Martim Afonso de Sousa, fundador da Vila de São Vicente, só se fixou naquele trecho do litoral porque, de antemão, dispunha de informações de que, dali se teria acesso ao caminho que o levaria às minas do Potosí, na Bolívia, e aos tesouros dos incas. Por sua determinação, uma expedição partiu de Cananéia (litoral Capitania de São Vicente), em 1531, com o mesmo destino, sob o comando de Pero Lobo, tendo Francisco das Chaves como guia. Seguindo por um antigo caminho indígena que entroncava com o Caminho do Peabiru, esta expedição desapareceu, chacinada pelos indígenas Guaranis, nas proximidades de Foz do Iguaçu, quando da travessia do rio Paraná.

O espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca acompanhou um de seus traços, tendo descoberto, em 1542, as Cataratas de Iguaçu. Na mesma época, o aventureiro Ulrich Schmidel percorreu-o em 1553. Os jesuítas batizaram esse caminho de Caminho de São Tomé, tendo-o utilizado nas suas atividades de evangelização e aldeamento de indígenas, na região do rio Paraná, ainda em meados do século XVI. No século XVII, bandeirantes paulistas, como Antônio Raposo Tavares, trilharam essa via para atacar as missões jesuíticas.

O caminho tinha diversas ramificações, utilizadas pelos Guaranis, que através delas se deslocavam pelas diversas partes do seu território, mantendo em contato as tribos confederadas por uma espécie de correio rudimentar que ligava o Norte e o Sul do Brasil, da Lagoa dos Patos até à Amazônia. Segundo a tradição desse povo, o caminho não foi aberto por eles, que atribuem a sua construção ao ancestral civilizador Sumé, que teria criado a rota no sentido Leste-Oeste.

Pesquisas iniciadas desde o século XIX pelo barão de Capanema, levaram à formulação da hipótese de que este caminho foi criado pelos Incas, numa tentativa de trazer a sua cultura até aos povos da costa do Oceano Atlântico, abrindo o caminho no sentido Oeste-Leste, portanto. Como apoio a essa linha refere-se o testemunho, de mais de um cronista, de que os Incas chamavam seu território de "Biru". Desse modo, a denominação do caminho poderia resultar do híbrido "pe-biru", que equivaleria a "caminho para o Biru". Embora não existam informações acerca da razão pela qual o projeto inca não foi levado a cabo, entre as evidências de sua presença em território brasileiro, cita-se o chamado correio dos Guarani.

Restam ainda, em pontos isolados de mata e em algumas localidades, reminescências desse caminho, que se caracterizava por apresentar cerca de 1,40 metros de largura e leito com rebaixamento médio em relação ao nível do solo de cerca de 40 centímetros, recoberto por uma gramínea denominada puxa-tripa. Nos seus trechos mais difíceis, o caminho chegava a ser pavimentado com pedras. Em alguns trechos era sinalizado por inscrições rupestres, mapas e símbolos astronômicos de origem indígena.

Na década de 1970 uma equipe coordenada pelo professor Igor Chmyz, da Universidade Federal do Paraná, identificou cerca de trinta quilômetros remanescentes da trilha na área rural de Campina da Lagoa, no estado do Paraná. Ao longo desse trecho, foram ainda identificados sítios arqueológicos com vestígios das habitações utilizadas, provavelmente, quando os indígenas estavam em trânsito. Mais recentemente, a Universidade vinha desenvolvendo trabalhos para torná-los em atração turística, a exemplo do Projeto Estrada Real, em Minas Gerais (Wikipedia).

FONTE:

BLOG: PAY SUMAN
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Caminho do Peabiru - Garuva (SC)